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Perigo e desrespeito na noite do Buritis

Não bastasse o trânsito pesado durante o horário de pico, o Buritis agora virou um canteiro de infrações noturnas, que vão desde a ação de flanelinhas aos motoristas embriagados
 
     No mês de março, o JORNAL DO BURITIS trouxe uma matéria mostrando os problemas que o bairro enfrenta por causa das infrações no trânsito, principalmente após a BHTrans ter sido proibida de aplica multas. Mostramos que as placas de sinalização normativa são constantemente desrespeitadas, com motoristas as tratando como meros enfeites, durante o horário comercial.
 
     Nesta edição resolvemos mais uma vez entrar no assunto, mas desta vez sob um foco diferente, procurando saber como anda a situação no trânsito aqui durante as noites. Por ser um bairro com diversas atrações, com shoppings, bares, restaurantes e até casa de shows, reparamos que a situação nos fins de semana tem sido preocupante.
 
     A primeira infração constatada é a ação de flanelinhas. Mesmo sendo proibidos por lei pelo Código de Posturas de Belo Horizonte, eles aproveitam o grande movimento na avenida Professor Mário Werneck, entre a rua José Rodrigues Pereira e Vitório Magnavacca e agem desenfreadamente; alguns até arrogantes exigindo pagamento adiantado de R$5,00 para cuidar dos carros. “Se não damos corremos o risco de voltar e ter a surpresa desagradável de nossos carros serem rabiscados na lataria”, afirma Osvaldo Nicágua, cliente da pizzaria Di Primo, que sempre é abordado na rua Senador Lima Guimarães pelos flanelinhas.
 
     Próximo ao local outro problema também ligado aos flanelinhas, porém ainda mais grave, chamou a atenção da nossa reportagem. Todas as sextas e sábados, clientes do Rancho Fundo param seus veículos em cima da calçada na Mário Werneck, ao lado do Centro de Futebol Zico. No local, flagramos que flanelinhas usam dois cones de trânsito para criar uma entrada clandestina, inclusive com uma rampa improvisada de madeira, para os veículos subirem nas calçadas. Por volta das 23h da sexta-feira, 26 de março, havia exatamente 18 veículos sobre a calçada, atrapalhando os pedestres que passavam pela via.
 
     Do outro lado da avenida, também com clientes do Rancho Fundo, outra infração. Além dos carros sobre o passeio, motoristas param os veículos em frente ao ponto de ônibus, sempre amparados pelos flanelinhas, que ainda ajudam a manobrar os carros. Lembrando que os motoristas têm a opção de usar o serviço de manobristas que o Rancho Fundo oferece para seus clientes que, além de mais seguro, não desrespeita a lei.
 
     E quando vai chegando a madrugada, de acordo com funcionários de bares e restaurantes do bairro, a situação vai só piorando. Segundo um garçom de um bar na Mário Werneck, que não quis se identificar porque muitos desses infratores são clientes, entre as 3h e 5h da madrugada, a Mário Werneck vira uma pista de corrida, com pessoas apostando pegas e na maioria das vezes embriagados.
 
     “Já presenciei de tudo um pouco aqui. Motoristas embriagados, às vezes custando a andar, mas dirigindo sem nenhuma preocupação; batidas, motoristas andando na contramão e principalmente em alta velocidade apostando pegas. Não sei como até hoje não aconteceu nenhuma tragédia aqui”, afirma o garçom.
 
     Mas a infração mais comum é o avanço de sinal vermelho. Em apenas 20 minutos flagramos 15 veículos avançando o semáforo na Mário Werneck com Paulo Piedade Campos. 
 
     Para o Major Claudiney, comandante da 126ª Cia do 5º BPM, este problema foi muito citado na primeira reunião com a comunidade sob o seu comando. Por isso, uma reunião com a BHTrans e o B.P.Tran, já foi marcada afim de saber mais detalhes e elaborar estratégias para coibir as infrações.

 
 

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