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Pior sem ela - Editorial de março de 2010

     Desde o último mês de dezembro a BHTrans foi impedida pela justiça de exercer uma das suas inúmeras funções, que era a punição dos infratores do trânsito por meio da aplicação de multas. A tarefa, desde então, foi transferida quase que exclusivamente para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e, a partir de fevereiro, passou a contar também com um efetivo de 120 homens na fiscalização do trânsito do município.
     Atualmente, entre policiais e guardas municipais são cerca de 500 agentes envolvidos na fiscalização. Trata-se de um efetivo muito pequeno em se tratando de uma metrópole com 2,5 milhões de habitantes e mais de um milhão de veículos transitando diariamente pelas ruas. Lembramos que a BHTrans foi proibida de multar sob a alegação do Ministério Público de que trata-se de uma empresa de capital misto (público e particular), o que não é verdade, pois 100% do capital do órgão é da administração direta e indireta da prefeitura.
     A redução do número de fiscais de trânsito gerou um efeito imediato. Os maus motoristas estão aproveitando a pequena probabilidade de serem punidos. Por toda a cidade, diversos órgãos de comunicação já detectaram que os abusos e as imprudências aumentaram substancialmente. O Buritis não foge a esta regra e o bairro também está sendo vítima dos maus motoristas.
     É importante esclarecer que de acordo com dados da época em que a BHTrans podia aplicar as multas quase dois terços dos motoristas de Belo Horizonte não levavam nenhuma infração por ano. Cerca de 20% eram multados uma única vez e pouco mais de 10% eram flagrados em algum desrespeito duas ou mais vezes. Isso significa que a grande maioria da população respeita as leis.
     No entanto, a convivência no trânsito não depende dessa grande maioria. Um único veículo que desrespeita as regras atrapalha o fluxo de milhares de outros. Aqui no Buritis vemos exemplos diários de como isso acontece. Pela manhã é difícil atravessar a principal avenida do bairro, a Mário Werneck, porque geralmente quase todos os dias tem algum “espertinho” estacionado em lugar proibido e impedindo o fluxo do trânsito em uma das faixas da via. Este fato ocorre principalmente no sentido bairro/centro. Na reportagem na página ao lado, você pode conferir vários outros tipos de infração. 
     A BHTrans está recorrendo da decisão da justiça, mas é pouco provável que o órgão volte a ter o poder de multar. A solução, pelo visto, agora está única e exclusivamente na consciência de cada um daqueles que tem um veículo e transita pelas ruas. Em um bairro de grande fluxo de veículos como o nosso, o papel de cada um é de fundamental importância. Caso contrário, em breve veremos manifestações na cidade pedindo o retorno da BHTrans à tarefa de fiscalizar o trânsito. 

 
 

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