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Dengue: bairro tem três casos registrados

Em vistorias, SLU encontra larvas do mosquito. Preocupação são
os lotes vagos, construções abandonadas e entulhos

 
     Depois de vários meses trabalhando pela conscientização dos moradores de Belo Horizonte, a ordem agora é agir duro contra a dengue. No Buritis, várias vistorias começaram a ser feitas neste mês em lotes vagos e residências, além da capina em canteiros, recolhimento de entulhos e notificações a proprietários de lotes abandonados e terrenos baldios. Todas essas medidas são para conter a proliferação do mosquito Aeds aegiptyem nosso bairro e contribuir para que BH escape de mais uma epidemia de dengue.
 
     Porém, o primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), de 2010, mostrou que 4,2% dos imóveis visitados na cidade possuem focos do mosquito da dengue. Ou seja, a cada cem residências, 4,2 têm larvas. E na região Oeste, da qual o Buritis faz parte, a situação também é preocupante. Existem 45 casos confirmados e 34 notificados. No bairro, são três casos confirmados. Mas, segundo a Regional Oeste, o três são importados, não tendo sido transmitidos aqui.
 
     A pesquisa do LIRAa é feita três vezes ao ano (janeiro, março e outubro) e é a principal referência estatística no controle da doença. O índice do LIRAa divulgado no início de janeiro deste ano é o segundo maior da última década, considerando o primeiro mês de cada ano. A maior taxa foi registrada em 2007, com 4,7%. Quando o LIRAa está acima de 4%, o Ministério da Saúde considera risco de epidemia.
 
     A preocupação da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte é quanto ao aumento da incidência da dengue até meados de abril e maio. A curva de aparecimento da dengue é crescente até este período. E neste ano houve antecipação do aumento dos casos por causa do excesso de chuvas no fim de 2009 e início de 2010, o maior volume dos últimos 30 anos, que associado às temperaturas quentes, torna o ambiente propício para a proliferação do mosquito transmissor.
 
    No bairro, a grande dificuldade é controlar os lotes vagos. Basta dar uma volta pelas ruas do Buritis para se ter uma ideia da quantidade de locais que podem ser pontos para a proliferação do mosquito. E nesse aspecto, os moradores têm muita responsabilidade em evitar o problema. É comum vermos lixos e entulhos jogados nesses lotes e cabe a cada morador fiscalizar e fazer da sua parte para não deixar que isso aconteça. Com o excesso de chuvas, a água se acumula sobre esses lixos e entulhos e se tornam ótimos criadouros para o mosquito. As outras dicas são as mesmas que todos sabem, mas nem sempre seguem. Evitar acúmulo de água em vasos de plantas, manter caixas d’água tampadas, garrafas viradas com a ponta pra baixo, etc. 
 
Entrada à força

     A prefeitura pode entrar à força nos imóveis fechados da capital para fazer a visita de combate à dengue. O proprietário é notificado a abrir o imóvel para a vistoria. Caso isso não aconteça, os fiscais podem entrar em lotes vagos, mal conservados, e atuar na limpeza do local como medida preventiva contra a dengue. De acordo com a SLU, esse procedimento só acontece se o dono do imóvel suspeito não providenciar sua limpeza e retirada de entulho. Passados os 15 dias e a situação dos lotes não for regularizada, os técnicos da SLU podem arrombar e limpar o local. Além de ter o imóvel arrombado para limpeza, o proprietário ainda é multado em valores que variam de R$109,55 a R$3.286,44, de acordo com o estado de conservação do local, como a falta de capina e a quantidade de resíduos acumulados. As notificações e os autos de infração são publicados no Diário Oficial do Município (DOM).
 
     Caso seja necessária a intervenção da SLU — se preciso, com o auxílio da Guarda Municipal —, além da multa, o proprietário do imóvel deve arcar com as despesas do serviço.

 
 

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