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Um golaço de cidadania

Projeto com crianças do bairro mostra através do esporte a importância da solidariedade, além de buscar a formação de cidadãos conscientes
 
     Não é novidade para ninguém que o esporte é um dos maiores e mais eficazes instrumentos de cidadania e formação do caráter de um indivíduo. Mas quando há a união do esporte a um projeto social, os resultados podem ser ainda bem melhores na formação dos cidadãos do futuro.
     Pensando nisso, um morador do bairro acaba de criar aqui no Buritis o projeto “Bom na Bola, Bom na Vida”. Com pouco mais de três meses de trabalho, já são mais de 40 crianças cadastradas — entre meninos e meninas de sete a dez anos de idade — todas moradoras do Buritis e região.
     De acordo com o idealizador, Carlos Antônio Apolônio de Vasconcelos, o objetivo do projeto é usar a paixão do futebol como instrumento para que as crianças tenham, além de um momento de lazer, a oportunidade de fazer novas amizades, aprender a respeitar o próximo e, através desta união, desenvolver ações sociais. “Um exemplo disso foi no Dia V, em dezembro de 2009, quando levamos as crianças do projeto para as ações promovidas no bairro. Outra ação que estamos promovendo é recolher alimentos para as comunidades carentes. Através não só do futebol, mas de movimentos como estes, conseguimos mostrar a importância de atitudes solidárias para a formação do caráter dessas crianças”, explica.
     Mas para conseguir a atenção das crianças é preciso sempre muita criatividade e, é claro, fazer com que a ação seja atrativa. Por isso, foi criado, dentro do projeto, o FCB (Futebol Clube Buritis). “Eu busquei trabalhar a questão do time dentro de um projeto. Preocupado com questões sociais, cidadania, ecoatitudes e outras questões ligadas à parte social, vi que o futebol seria a melhor maneira para fazer esse trabalho. Principalmente porque além de ser professor de matemática, tenho formação de técnico de futebol e sei como trabalhar as questões esportivas e sociais de modo que atraiam as crianças”, afirma.
     Apesar de pouco tempo de funcionamento do projeto, o “Bom na Bola, Bom na Vida” já está a todo vapor. De acordo com Carlos, apesar de convites, os campeonatos, pelo menos por enquanto, estão fora dos planos. Contudo, vários jogos já começam a ser marcados para este ano, tanto para as meninas quanto para os meninos. “Temos vários contatos com escolinhas onde conseguimos marcar jogos. Cada atividade tem uma mensagem. Então, não estamos preocupados com campeonatos, mas sim trabalhar jogo a jogo as questões emocionais, saber ganhar, perder, competir, respeitar o próximo, interagindo as crianças e, assim, aumentando o ciclo de amizades. Paralelamente a isso, sempre desenvolvendo projetos sociais com a participação dessas crianças”, relata Carlos.
     Outra característica fundamental do projeto, segundo o professor, é que, com a mente ocupada e a participação dessas crianças, outros grandes benefícios acontecem na vida delas. “O esporte evita que os meninos fiquem somente na frente de computadores. Tem toda essa integração buscando uma vida mais saudável, criando este sentimento de solidariedade, amor ao próximo, sempre preservando e aumentando o ciclo de amizades entre as crianças. A gente não pretende formar craques, mas sim buscar essa interação entre as crianças através do esporte. A criança integrada no esporte diz não às drogas, além de ajudar muito na formação e educação da criança. Tanto que com este tipo de projeto, elas conseguem alcançar melhores resultados na escola”, conclui.
 
SERVIÇO:
Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o projeto, participar, ou até mesmo apoiar de alguma forma, basta entrar em contato com Carlos pelos telefones: 3378-6054 / 9791-2605 / 8859-1211; ou pelo e-mail:
carlosaavasconcelos@gmail.com.
 

 
 

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