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Os benefícios da atividade física


Com tantas opções de atividades físicas no bairro, moradores não têm desculpa para ficarem no sedentarismo. Pesquisas mostram que basta se movimentar um pouco para reduzir a gordura, diminuir riscos de doenças e melhorar a qualidade de vida


     Queima de calorias e perda de peso, manutenção da tonificação dos músculos, melhoria na circulação, melhoria nas funções cardíacas e pulmonares, aumento do autocontrole, redução do estresse, aumento da habilidade de concentração, melhoria na aparência, redução da depressão, melhoria na qualidade do sono, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL (“colesterol bom”) e assim por diante. Se todas as vantagens citadas acima é o desejo de qualidade de vida da maioria das pessoas, porque cada dia que passa o mundo está mais sedentário, obeso e cada vez mais as pessoas estão morrendo por problemas causados pela ociosidade e maus hábitos?
     Falta de opções não pode ser apontado pelos sedentários, pelo menos no Buritis. Aqui há um vasto leque de alternativas para cuidar da saúde, bastando apenas um pouco de força de vontade para mudar o estilo de vida. São várias quadras de futebol, tênis e squash, campos society, academias, ruas planas para caminhadas e cooper, áreas naturais para exercícios como o Parque Aggeo Pio Sobrinho, além das aulas de balé e danças em geral e das escolas de esportes especializados.
     Outra desculpa, mais plausível, e talvez a mais popular entre os ociosos, é a correria do mundo moderno, com o ritmo de trabalho acelerado e pouco tempo para cuidar e pensar em si mesmo. Para esses que pensam assim, uma recente pesquisa realizada nos EUA mostra que apenas 30 minutos de caminhada diária pode evitar o aumento de peso em pessoas sedentárias, além de melhorar o condicionamento físico e diminuir os riscos de doenças. E o melhor: qualquer esforço, além disso, é eficiente no emagrecimento e redução dos índices de gordura corporal.
     Quem compartilha desta opinião é o professor de educação física da academia Corpus, Euler Antônio. Segundo ele, o aconselhável é que as pessoas façam no máximo 50 minutos de exercícios diariamente. “Tem pessoas que acham que é o tempo que determina, que fazendo horas de academia vai ter resultados melhores. Na verdade, é a qualidade dos exercícios que traz os resultados. Se a pessoa faz trinta minutos de exercícios aeróbicos diariamente, é o suficiente para manter o corpo e a saúde em dia. O importante é movimentar-se constantemente. Outro fator importante é manter a disciplina dentro e fora das academias, evitando alimentos pesados, álcool e cigarro”, explica. 
     Quem já comprovou os benefícios de se fazer pouco tempo de exercícios, porém de maneira fiel, foi a moradora do bairro Lilian Celeste Ferreira. Há cerca de cinco meses na academia, Lílian faz uma hora de exercícios por dia durante quatro vezes por semana, tendo não só a recompensa física. “Estou me dedicando aos estudos para fazer concurso e os exercícios têm me ajudado muito, por causa da oxigenação no cérebro. Estou me concentrando mais, aliviando o estresse e liberando a tensão. Além disso, tem o lado estético. Perdi gordura, estou com os músculos mais tonificados e o condicionamento físico também melhorou muito me dando mais disposição. Me sinto muito melhor do que estava cinco meses atrás”, afirma.


Exercícios diminuem doenças no coração
     Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Para se ter uma ideia do quão grave é isso, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa, segundo o cardiologista Eduardo Mourão, diminui muito o risco de morte por doenças do coração.
     “O risco dessas doenças diminui em torno de 40%. Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida. Há casos de pessoas que chegam com problemas aqui que usam o carro até para ir numa padaria a dois quarteirões de casa. São completamente sedentárias e, muitas delas, com uma alta carga de estresse e outras ainda são fumantes. Desta maneira é uma questão de tempo até os problemas acontecerem”, explica.
     É importante ressaltar, que quanto maior o gasto de energia em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, de acordo com o cardiologista, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos, comprovando a pesquisa norte-americana de que não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde.
     “O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia, como os exercícios aeróbicos, podem ser realizadas por menos tempo e com menor frequência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo ou mais frequentes”, conclui.
 

Pesquisa mostra que exercícios físicos

combatem diversos tipos de câncer


     Uma dieta saudável, a prática de mais exercícios físicos e um controle de peso adequado poderiam evitar cerca de 30% dos casos de 11 tipos de câncer no Brasil. O relatório Policy and Action for Câncer Prevention (Política e Ação para a Prevenção do Câncer), uma parceria do Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, calculou a porcentagem dos casos de vários tipos da doença que poderiam ser evitados apenas com hábitos mais saudáveis.
     Os pesquisadores calculam que 1/4 dos casos de câncer em países de baixo poder aquisitivo poderiam ser evitados. Em países desenvolvidos, a proporção sobe para 1/3. O Brasil, como país de poder aquisitivo considerado médio, se encontra no meio do caminho entre estas duas proporções, segundo o relatório. Ao todo, 11 tipos de câncer foram estudados no Brasil: o de boca, laringe e faringe (considerado uma única categoria); esôfago, pulmão, estômago, pâncreas, vesícula biliar, cólon, fígado, mama, endométrio (mucosa uterina) e rim.
     Os cientistas concluíram que cerca de 63% dos casos de câncer de boca, laringe e faringe no Brasil poderiam ser prevenidos com os bons hábitos alimentares e físicos. Em termos absolutos, o maior impacto seria na prevenção do câncer de mama, que é o segundo caso mais frequente da doença entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele.
     O Instituto Nacional do Câncer calculou que mais de 40 mil casos de câncer de mama foram registrados no país em 2009. Consequentemente, segundo os cálculos da pesquisa, quase 14 mil casos poderiam ser prevenidos. De acordo com o diretor da pesquisa, Martin Wiseman, a expectativa é de um crescimento substancial dos índices de câncer com o envelhecimento das populações, o aumento da obesidade, com as pessoas menos ativas e consumindo cada vez mais comidas pouco saudáveis. Entre as recomendações dos pesquisadores muitas envolvem as escolas. Eles afirmam que as instituições devem encorajar a alimentação saudável e as atividades físicas e não devem vender alimentos pouco saudáveis aos alunos (medida que inclusive já é lei em Minas Gerais, como mostrou o JORNAL DO BURITIS na matéria de capa em outubro de 2009).
     Os pesquisadores ainda relatam a importância de os governos encorajarem a população a caminhar e andar de bicicleta; tornar leis as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS); e ainda a indústria alimentícia deve fazer da saúde pública a prioridade durante todos os estágios da produção.

 
 

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