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Moradoras do bairro incentivam a leitura

Projeto voluntário de moradoras do Buritis incentiva crianças carentes a desenvolverem o gosto pela leitura
 
      Metade da população adulta brasileira é considerada analfabeta funcional. Os brasileiros não leem nem dois livros por ano e os estudantes estão entre os piores do mundo em testes de leitura. Diante dessa realidade alarmante, uma série de iniciativas individuais, de organizações não-governamentais e mesmo de municípios e Estados estão multiplicando projetos de incentivo à leitura pelo país. Dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostram que o número de projetos cadastrados saltou de 162 em 2006 para quase 600 em 2008.
      E o Buritis não fica para trás. Um grupo de moradoras se reuniu justamente para tentar melhorar essa situação, promovendo um trabalho junto às creches da região para incentivar crianças, desde pequenas, a desenvolver o prazer pela leitura. O projeto intitulado de “Doce Palavra” foi criado em agosto do ano passado e conta com a colaboração de 12 mulheres que se reúnem semanalmente para discutir estratégias sobre os temas a serem desenvolvidos e como fazer para conseguir atingir ao máximo o número de crianças carentes da região Oeste.
      De acordo com uma das idealizadoras do projeto, Neide Bueno, a ideia surgiu há quase um ano durante reuniões entre o grupo. “Nos reuníamos mensalmente para discutir e trocar conhecimentos por meio da música, literatura e poesia, visando o crescimento pessoal e a integração das participantes. A partir dessas discussões ocorridas nesse ‘sarau’ e da manifestação do interesse em realizar trabalho voluntário com crianças, criamos um grupo com a adesão de 12 mulheres, com o objetivo de contar histórias”, explica.
      Com apenas seis meses de projeto, o “Doce Palavra” já levou a magia de histórias infantis para cerca de 340 crianças carentes da região e o resultado não poderia ser melhor. Neide afirma que o grupo pode contribuir para despertar o gosto das crianças pela leitura. “O interesse das crianças pela história quando contamos é enorme. Quando retornamos às creches pela segunda vez, várias crianças nos identificaram: ‘Olha a dona baratinha!’; ‘vocês falaram que iam voltar e voltaram mesmo!. O retorno foi muito positivo em termos de acolhida por parte das crianças e dos responsáveis pelas creches, que também reconhecem a importância da cultura, da literatura e das artes em geral na formação das crianças”.
      De agosto a dezembro foram elaboradas duas histórias para as crianças e apresentações em quatro instituições diferentes. “Contamos duas histórias no segundo semestre de 2009: ‘O CASAMENTO DA DONA BARATINHA COM O SR. RATÃO’, adaptada pelo grupo; e ‘O NASCIMENTO DO MENINO JESUS’, de autoria do grupo. Foram contadas nas seguintes creches: Lar Cristão para Criança, no bairro Milionários; Crescer para o Futuro, no Morro das Pedras; no Centro Infantil Bonequinho Doce, bairro Betânia, e a primeira no CAC Havaí, beneficiando cerca de 340 crianças”, revela Neide.
      O projeto “Doce Palavra” é voluntário e todas as despesas são rateadas entre os membros do grupo. Para contação da história “O NASCIMENTO DO MENINO JESUS” foi produzido um cartão de Natal. Com a venda de 1.000 cartões, foi realizada uma comemoração de natal com as crianças carentes das creches com distribuição de brinquedos e lanches. Quem tiver o interesse de contribuir com o “Doce Palavra”, com qualquer tipo de ajuda, incluindo doação de livros, pode entrar em contato com Neide Bueno pelos telefones 3378-7535 ou 9976-3172. Vale a pena ajudar.
 
 

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